segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Os primeiros versos.

Nas minhas mais doces lembranças

Você existe,

Quieto e certeiro,

Dono de todos os brinquedos,

Inimigo de todos os defeitos

Que um irmão mais velho pode ter.

Esse sempre foi você,

Um miudinho de múltiplos talentos,

Um irritadinho, porém inquestionável espelho

Para dois pequenos que cresciam ao seu lado.

Hoje você é um homem formado,

Vencedor heroico de todas as tempestades e tornados

Que surgiram pela estrada.

E pela alvorada,

Você a encontrou.

A ruiva de voz imponente que logo conquistou o seu lugar:

De companheira, amiga; a mulher que seria para sempre o seu par.

Eis o rito sagrado da soma,

Um laço (im)perfeito, mas de pureza e honra.

O que mais poderia ser exceção?

Não há versos suficientes para descrever a voz do coração.

O amor tem seu caminho singular,

Tem seu pas de deux, seu lá menor,

Tem seus momentos únicos de se perder o ar.

E, nesse caso, a verdade Shakespeariana, de certo:

Para os que amam, o tempo é eterno.


[Poema para meu irmão Renato e para minha cunhada Érica]

segunda-feira, 25 de julho de 2011

O amor incondicional.

Como é estranho esse amor
por alguém que não vejo
que, quem sabe, terá meu nariz tão pequeno,
o meu queixo
talvez meu cabelo,
que não tem nome,
que não tem maldade,
que não tem fome,
apenas dessa vida,
que aos poucos, o consome.
Como é estranho essa sensação,
de ser ligada a alguém
pelo físico e pelo coração,
de querer alguém tão bem,
sem limites,
sem desdém,
e ansiar para viver ao lado daquele
que dentro de mim começou a crescer.

sábado, 2 de abril de 2011

Mea culpa.

Eu sei
que foi minha culpa
fui de longe sua tortura
sua insônia, sua monotonia,
sua preocupação a luz do dia.
Eu te magoei, meu bem
eu sei, mas veja bem
a boa herança vive em mim
desde o começo até o fim
numa musicalidade impopular
que por mais que eu possa te chatear
tenha certeza, tenha orgulho
pois no final a colheita dará frutos.
Eu sei
foi minha culpa.
Desculpa.

A volta

Quando estou
quero ser
Quando sou
quero crer.
Quando creio
quero morrer
Quando morro
volto a viver.

quinta-feira, 31 de março de 2011

Fim do mês

Quisera eu
ser que nem você
viver mansinho
no medo de querer.
Quisera eu
viver que nem você
por não conhecer o caminho
prefere apenas sobreviver.
Quisera eu
ser que nem você
ser mais um na multidão
ter os pés no chão
E viver a vida esperando morrer.

Orientação.

O fato é que a vida atormenta,
torce, retorce,
encendeia e alimenta
toda a sua voz.
Cá entre nós
nada tende a sustentar
afiar, insistir, orientar,
se for vivida por viver
sem sede, sem querer
de um hino sem pudor:
o amor.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

A tela vazia.


A tela vazia.
O dom clama em seu único acústico.
A sua arte quase em folia.
O pincel do artista é rústico
mas ressalta com precisão
o que só escuta o coração.