segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Os primeiros versos.

Nas minhas mais doces lembranças

Você existe,

Quieto e certeiro,

Dono de todos os brinquedos,

Inimigo de todos os defeitos

Que um irmão mais velho pode ter.

Esse sempre foi você,

Um miudinho de múltiplos talentos,

Um irritadinho, porém inquestionável espelho

Para dois pequenos que cresciam ao seu lado.

Hoje você é um homem formado,

Vencedor heroico de todas as tempestades e tornados

Que surgiram pela estrada.

E pela alvorada,

Você a encontrou.

A ruiva de voz imponente que logo conquistou o seu lugar:

De companheira, amiga; a mulher que seria para sempre o seu par.

Eis o rito sagrado da soma,

Um laço (im)perfeito, mas de pureza e honra.

O que mais poderia ser exceção?

Não há versos suficientes para descrever a voz do coração.

O amor tem seu caminho singular,

Tem seu pas de deux, seu lá menor,

Tem seus momentos únicos de se perder o ar.

E, nesse caso, a verdade Shakespeariana, de certo:

Para os que amam, o tempo é eterno.


[Poema para meu irmão Renato e para minha cunhada Érica]