
Como é estranho esse amor
por alguém que não vejo
que, quem sabe, terá meu nariz tão pequeno,
o meu queixo
talvez meu cabelo,
que não tem nome,
que não tem maldade,
que não tem fome,
apenas dessa vida,
que aos poucos, o consome.
Como é estranho essa sensação,
de ser ligada a alguém
pelo físico e pelo coração,
de querer alguém tão bem,
sem limites,
sem desdém,
e ansiar para viver ao lado daquele
que dentro de mim começou a crescer.