quarta-feira, 31 de outubro de 2007

A prisão.


Eu violei a lei
de querer
uma vida
de cores variadas.
Agora pago o preço
por ser tão errada.

Poetizando.

Eu choro
em demasia.
Choro tanto
que as lágrimas viram palavras
e as palavras
poesias.

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Speachless

Da palavra que não tive
formou-se a desesperança
em algo que deveria
existir.
Deixei partir a vontade
de ser o que nunca fui
e foi então que finalmente fui aterrorizada
pela falta de palavras.

Quem enganou?

Você brincou
com aquilo
que não conhece.
Que mentira.
Ninguém é mais dono de mim
do que você.

Chama-se medo.

Pelo que vi
a muralha
ainda estava ali.
Que tolice
achar que ela era
apenas um delírio.

Crise.

Poetas
dão longos passos
para o infinito
dos sonhos.
Vejo que de fato
não tenho nada
de poeta.

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

Os belos compassos.

Hoje
estou preguiçosa
pra sonhar.
É uma canção de muitos compassos
e eu não tenho espaço
para memorizá-la.
Hoje
vou me fartar
da realidade.

Exagero.

Seria muito exagero
dizer que você
é a razão de tudo.
É se entregar demais.
Bom,
vejo que é tarde demais.

Reflexo.

Vou começar dizendo
que não penso em você,
que não sinto sua falta
e estou ótima sozinha.
E completarei dizendo
que nem meu reflexo
acredita nisso.

Minha flor.

Minha margarida
ficou sem amor
e morreu.
Prova de que
as flores são cúmplices
de quando a vida perde
a sua cor.

Livre-arbítrio.

Quando percebi
Já tinha saído.
E morrendo de saudades
de você.

O assalto.

Decidi:
Guardei meu coração numa caixinha
e escondi.
Não quero que ninguém mais
o roube.

terça-feira, 23 de outubro de 2007

Rotina


Aqui só tem eu,
pensando alto,
sonhando baixo
e querendo
que o dia acabe logo.

O poder mentiroso

Não queria que fosse assim.
Queria que fosse
do meu jeito.

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

O cinza do céu.

Quando um poeta desanima,
chove.
É por isso que o dia está feio hoje.

Cozinha.

Poetas
não têm raiva.
Os pratos caem
sozinhos
no chão.

Ciúmes.

Poetas
não têm ciúmes.
Tudo é apenas
o ódio de ter vontade
de querer alguém
profundamente.

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

O mar.

Já pensei algumas vezes
em te deixar.
Ficar sozinha
e navegar.
Mas logo me dei conta
do óbvio:
Odeio velejar.

terça-feira, 16 de outubro de 2007

O que deveria ser certo.

Eu não queria me importar
com ninguém.
É mais fácil
imagino
seguir o rumo
pelo egoísmo.
Seria bom se a vida
não nos desse
tantas opções.

Pequena flor.

Da janela
observei a cor da vida
mudando
sobrepondo o negro
do branco
e revelando o brilho
da verdade.
Para toda flor
a uma razão
para querer semear
e murchar.

Melodia.

Do canto secreto
do meu sonho
eu te vejo.
Anseio pelo seu beijo.
Que nossa música toque na alvorada.

Por aqui e pelo amor.

Pelo amor que dei
semeei a continuidade
de horizontes
de fontes
de esperança.
Não dei ouvidos a nada
clamei pela abundância do tudo
e hoje sou testemunha
que o amor
é o melhor dos sonhos.

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

A porta.


Eu deixei a porta entre aberta
e você não entrou.
Olhou e espiou
pela fresta
e tomou seu rumo.
Quando eu faço algo assim
é porque a visita é bem-vinda.
Isso que dá
querer precisar de alguém.

Remédio.

Não estou poética hoje.
As palavras não estão gostando
do papel.
Talvez eu precise olhar pra você.

Não-dúvida?

Quando eu penso porquê
encontro mais comos
e o quês
às vezes me perco no seu lá
mais pra lá do que pra cá
e entrego no que seja.

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Pegadas na neve.

Sempre odiei sentir saudades.
A vontade nunca me caiu bem.
Sei como ninguém
matutar razões
de querer ficar só.
Engraçado,
eu nunca achei nenhuma.

Estrelas de cinema.

Quando te conheci,
pensei:
"Minha história com ele
não daria um filme".
Isso é bom.
A maioria deles
não diz nada real
sobre o amor.

Visita inesperada.

Já que entrou
acomode-se.
O mundo lá fora
não aguarda nada de nós.
Mas se quiser ir,
ao menos deixe meu coração
aonde encontrou.

Eternidade.

Por favor,
seja direto
e nunca me faça esperar.
O tempo que fiquei
sem você na minha vida
custou toda a minha cota vital
de espera.

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Admissão.





Eu disse
o que disse
e não me arrependo.
Sim,
sem dúvida
e sem melodramas.
Mas eu daria minha vida
por você.



Caleidoscópio do amanhã.

Eu sorria para um futuro
que nem sabia que existiria.
Mantinha minha mente ocupada
na possibilidade
de me descobrir como vidente.
"Num dia perto do natal
eu serei fulana
etc e tal".
Mas a noite caiu
e escureceu a embriaguez sem sentido
que me deixei levar.
Agora paro e abro sorrisos
para o cheiro de mudança
para o que vier
o que será será
é o ditador tirano
que compassa a minha valsa
nessa vida metamorfoseada.

Inventando dilema.

Esses dias
Pensei que talvez
você fosse
uma grande perda de tempo
e que eu
não valho a pena.
Ainda bem que sou incrédula
as minhas próprias palavras.

Condenação.

Pelo menos
você me tem.
Ao menos
é o que você diz.

terça-feira, 9 de outubro de 2007

Sem desculpas.

Acordei poética hoje.
Imagino que devo ter exagerado no açúcar do meu café.

Desabafo.

Não tenho a voz
que gostaria
quando chegar o belo dia
de eu gritar com o mundo.

Quantos momentos preciso.



Quando paro para pensar
dificilmente meu consolo
dos momentos que memorizei
e deixei eternizar.
Sou de chutar tudo pro ar
estremecer de tanto chorar
olhar paraos pingos do céu
e pedir ao Senhor
uma nova chance para te esquecer.

Longa vida a Rainha

Tive um sonho rosa.
Construi um castelo
só meu
armei um exército
só meu
enchi as paredes de fotos
só minhas
e sorri de satisfação.
Alguém deve acreditar
que sou auto-suficiente.

O melhor amigo.


Às vezes
não buscou sua companhia;
procuro o meu cachorro.
Às vezes
o silêncio preguiçoso dele
me dá o tom de novo.
Ao menos
é isso que espero.

Todo mundo é egoísta.

O primeiro pensamento que eu tive
foi apagado por você.
Que egoísmo da sua parte
querer até meu íntimo
pra você.

Mentira.

Não restava mais nada lá
então
foi criar brisa
em outro lugar.
Sentiu uma falta danada
de conter a desistência de querer alguém
que não podia.
Nisso fingiu gritos de alegria
e fugiu pra cá,
dizendo que não restava mais nada lá.
Palavras de um trovador
com medo de amar.

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Puros pensamentos.

E numa graça de uma vida (sem vida)
sinto a solidão perfurar a minha roupa
ver que é a felicidade é pouca
e inescrupulosamente
distante.
Pratiquei monólogos de esperança
certa de que alguma hora
eu acreditaria neles.
Bobagem.

domingo, 7 de outubro de 2007

Durante a madrugada



Reluza

a errante parte do seu altruísmo

e não me abrace.

Porque seu abraço cura dores

e enche de amores

quando estou diante de decepção.

Finalize

a contínua estrada de incertezas

e olhe para mim.

Siga em diante

num desejo gritante

de ser feliz.

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Desejo.


Da navalha que me corta
pinga o pavor de morrer
e renascer
por um amor único.
Queria saber minhas próximas palavras
mapear meu coração
para eu nunca mais sentir o medo
tirando-me o chão.

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Vaga-lumes pincelados.

Então,
Desapareceu.
O sorriso tão cativante
Morreu.
As pétalas
Caíram
E o vento
Lavou o seu perfume.
Foi a última dança
Dos vaga-lumes.
Mas
Sonho que é sonho
Não perde a cor
Na primeira pincelada
Cinzenta.